sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Love disappears?

Desiludida é a vida dos românticos, daqueles que ainda acreditam no amor, que insistem inocentemente na existência deste profundo sentimento. Somos poucos, minoria, bregas, cafonas, fora de moda, esquecidos, imbecis na visão da maioria dos mortais. Afinal, no mundo em que vivemos, só sendo muito trouxa pra crer nisso, por outro lado, ainda penso que é melhor ser uma imbecil sensivel a uma espertalhona indiferente. A indeferença sim é rídicula, atitude sem graça, sem vida, sem cor, sem gosto, sem acrescentar, sem ensinar.

Prepare-se para dormir com alguém dizendo que te ama e acordar na manhã seguinte com a mesma pessoa dizendo que o sentimento acabou, perdeu-se em algum vacilo.
Seja um "inteligente realista" crédulo de que o amor tem começo, meio e fim. Seja frio o suficiente para entender que o amor infinito que te juram tem o fim tão breve quanto uma chuva de verão.

É, eu ainda não possuo tal inteligência astuta e particularmente prefiro ser desprovida dela.

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Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

(Fernando Pessoa - 1931)


Vocabulário do dia:

Amor possível:
1. É dito daquele encontro sincero entre dois seres humanos que desejam construir algo de verdadeiro juntos, em regime de cumplicidade. 2. Utopia. 3. O mesmo que fantasia. (Pequeno dicionário Maroldi do amor).

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