terça-feira, 3 de novembro de 2009

Brilho Eterno de uma mente sem lembranças

Eu escrevo pra pensar, pra exercitar, pra imaginar, pra sonhar.
Escrevo acima de tudo pra entender, pra esquecer, pra parar, pra passar.
Preencho folhas e telas vazias com tinta, ou letras digitadas, faço deste espaço vazio meu incrível depósito do que houver de bem, do que houver de mal, do que houver dentro de mim.
Resenho, rabisco, rascunho, textos com efeito e sem sentido, escritas sem efeito e com sentido.
No final eu escolho se vale à pena ler de novo, ou se é melhor arquivar longe dos olhos, mais longe ainda da lembrança, à quilômetros do coração.
Eu escrevo como se fosse guardar uma jóia numa caixinha de música, eu escrevo como se fosse enterrar um tesouro que teve seu mapa perdido. A diferença é que a jóia eu poderei pegar na hora que eu quiser, o tesouro? Este nunca mais será achado, o mapa foi perdido a meu, ou seu próprio pedido.

(H.G)

Frase do dia:

"Não tem por que interpretar um poema. O poema já é uma interpretação."

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